Blog do Marc – Notas sobre filmes que vi pela primeira vez em julho de 2026

entre clássicos e novidades, tem western, ficção científica e muito horror

Frutas Proibidas (Forbidden Fruits, 2026)

Apple (Lili Reinhart) trabalha na loja Free Eden, em um shopping. Ela lidera um culto de bruxas com as colegas Cherry (Victoria Pedretti) e Fig (Alexandra Shipp), que transforma o ambiente de trabalho em um espaço regido por lealdade absoluta e manipulação emocional. A chegada da nova funcionária, Pumpkin (Lola Tung), ameaça o delicado equilíbrio do grupo. Seus questionamentos colocam em xeque a autoridade de Apple e fazem aflorar rivalidades, inseguranças e disputas de poder.

Forbidden Fruits parece querer ser o The Craft de uma nova geração, misturando uma estética pop repleta de cores vibrantes e figurinos extravagantes com um toque de Meninas Malvadas. A proposta é interessante, mas o roteiro não consegue desenvolver todo o potencial de suas melhores ideias. O desfecho acelera demais, concentrando revelações que careciam de uma preparação mais consistente ao longo da narrativa.

Ainda assim, o filme funciona durante boa parte do tempo graças às suas personagens moralmente ambíguas, ao humor ácido e ao exagero assumido, que lhe conferem personalidade suficiente para entreter. As moças tem ótima química, todas muito bem em cena. Victoria Pedretti está simplesmente deliciosa, e o gore do ato final, embora surja de forma um pouco abrupta, é bem-vindo.

8½ (1963)

Marcello Mastroianni vive Guido Anselmi, um renomado diretor de cinema que enfrenta uma profunda crise criativa enquanto tenta dar início à produção de seu novo filme. Cercado por produtores, jornalistas, atores, técnicos, amantes e familiares, Guido passa a perder a capacidade de distinguir realidade, lembranças, sonhos e fantasias.

Na tentativa de encontrar inspiração, sua mente revisita episódios da infância, desejos reprimidos, relacionamentos fracassados e as imagens idealizadas das mulheres que marcaram sua vida. Em vez de oferecer respostas claras, o filme mergulha na subjetividade do protagonista, transformando seu bloqueio criativo em uma jornada existencial sobre identidade, arte, memória e imaginação.

Obsessão (Obsession, 2026)

Bear (Michael Johnston) é um cara tímido apaixonado por sua amiga, Nikki (Inde Navarrette), mas ele é incapaz de revelar seus sentimentos. O cara adquire um misterioso artefato sobrenatural conhecido como Salgueiro dos Desejos, capaz de conceder um único pedido, e deseja que Nikki se apaixone por ele. O desejo é realizado, mas da pior forma possível: o amor da garota vem na forma de uma devoção obsessiva, possessiva e extremamente violenta.

Inde Navarrette tem a atuação mais marcante do ano até agora. Sua Nikki alterna momentos de extrema doçura com explosões de violência e instabilidade. Privada do livre-arbítrio, a personagem se torna uma figura tão trágica quanto aterrorizante, despertando ao mesmo tempo compaixão e medo.

Visualmente, o diretor Curry Barker demonstra uma criatividade incomum para o horror norte-americano recente. Sua direção aposta mais em uma atmosfera sufocante do que na violência gráfica, embora esta também apareça em momentos pontuais. O humor não surge para aliviar a tensão, mas para tornar a experiência ainda mais desconfortável. Outro acerto é não desperdiçar tempo com explicações excessivas sobre as regras e a origem da maldição. Impulsionado pelo boca a boca, Obsessão, uma produção de baixo orçamento, alcançou um expressivo sucesso comercial, tornando-se um verdadeiro fenômeno. Merecido.

Mother Mary ( 2026)

Mother Mary (Anne Hathaway), uma das maiores estrelas da música pop, retorna aos holofotes após um longo período. Prestes a realizar um espetáculo que marcará sua volta aos palcos, ela procura Sam Anselm (Michaela Coel), sua antiga estilista, de quem se distanciou anos antes, para criar o figurino que simbolizará seu renascimento artístico. O reencontro faz ressurgir feridas antigas, ressentimentos e uma ligação emocional que nunca foi completamente rompida.

Ok, desisto de David Lowery. Gostei moderadamente de A Ghost Story e The Old Man & the Gun, mas The Green Knight já tinha sido um teste de paciência. Mother Mary confirma de vez essa impressão. O filme se perde em diálogos intermináveis que parecem ter muito a dizer, mas no fim comunicam muito pouco. As simbologias soam vazias, e o ritmo excessivamente arrastado faz com que a narrativa nunca encontre uma direção.

Embora tente abordar o universo da música pop, tudo parece distante e artificial, sem qualquer conexão com esse ambiente. Lowery também não consegue tornar suas protagonistas verdadeiramente interessantes, apesar do esforço de Anne Hathaway e Michaela Coel. As atuações, ao lado da bela fotografia, acabam sendo os principais méritos da produção.

Talvez o maior pecado do filme esteja justamente na trilha sonora. Desenvolvidas com contribuições de Jack Antonoff, da onipresente Charli XCX e de FKA twigs, as músicas deveriam ser um dos grandes atrativos, mas são surpreendentemente insossas e completamente esquecíveis.

No fim, fica a sensação de que David Lowery faz filmes visualmente impecáveis, perfeitos para render um quadro bonito no Instagram, mas cada vez mais herméticos e vazios.

Quarto do Pânico (2025)

Mari (Isis Valverde) tenta reconstruir a vida ao lado da filha adolescente, Bel (Marianna Santos), após o assassinato do marido. As duas se mudam para uma moderna mansão em São Paulo equipada com um quarto do pânico, um ambiente secreto projetado para proteger os moradores em caso de invasão. Na primeira noite na nova casa, porém, três criminosos invadem o imóvel em busca de uma fortuna escondida. Mãe e filha conseguem se refugiar no quarto, mas descobrem que justamente ali está escondido a grana que os bandidos procuram.

Remake de um dos meus filmes favoritos da filmografia de David Fincher, despertou minha curiosidade, principalmente por ser dirigido por Gabriela Amaral Almeida. Eu esperava, no mínimo, uma adaptação do roteiro de David Koepp ao contexto brasileiro, e o início até sugere esse caminho. No entanto, o filme acaba mesmo reproduzindo quase todos os acontecimentos do original. As principais mudanças são apenas a inversão dos papéis entre o assaltante que é morto e seu assassino e a transformação do ex-marido da protagonista em pai. Nenhuma dessas alterações muda de fato os rumos da história. Não há surpresas, e fica a pergunta: por que fazer esse remake?

Como o roteiro é praticamente o mesmo do original, não dá para dizer que o filme seja ruim. A direção de Gabriela Amaral Almeida, felizmente, não tenta imitar o estilo de Fincher e demonstra competência na construção da atmosfera claustrofóbica. A câmera explora bem os espaços da casa, criando tensão de forma eficiente. Ainda assim, a fidelidade extrema ao filme original decepciona, principalmente por se tratar de uma obra dirigida pela cineasta de O Animal Cordial. Um pouco mais de personalidade e de identidade brasileira teria feito toda a diferença.

Funny Girl: A Garota Genial (Funny Girl, 1968)

O filme acompanha a ascensão de Fanny Brice (Barbra Streisand), uma jovem judia do Lower East Side, em Nova York, que sonha em conquistar seu espaço no mundo do entretenimento. Sem se encaixar nos padrões de beleza da época, ela aposta em seu talento vocal, no humor e em seu carisma para superar o preconceito e chamar a atenção do lendário produtor Florenz Ziegfeld (Walter Pidgeon). Assim, Fanny se torna a grande estrela das luxuosas Ziegfeld Follies.

Ao mesmo tempo em que alcança o sucesso nos palcos, Fanny vive um intenso romance com Nick Arnstein (Omar Sharif), um charmoso e sofisticado jogador profissional. No entanto, o relacionamento começa a ser abalado pelo orgulho de Nick, por suas constantes dívidas de jogo e pela diferença cada vez maior entre o sucesso da carreira de Fanny e a decadência financeira do marido.

O início do filme é bastante envolvente ao mostrar uma protagonista que desafia os padrões de beleza da época e enfrenta rejeições enquanto tenta provar seu talento. É uma pena que, a partir da metade, o roteiro passe a dedicar mais tempo ao relacionamento do casal do que ao desenvolvimento profissional de Fanny. Em alguns momentos, essa mudança faz a narrativa perder ritmo, tornando o filme um pouco repetitivo. Chega a lembrar bastante Nasce uma Estrela. Curiosamente, anos depois, Barbra Streisand viria a protagonizar um dos remakes desse longa.

Xica da Silva (1976)

Ambientado no Arraial do Tijuco, em Minas Gerais, durante o século XVIII, o filme acompanha a trajetória da escravizada Xica (Zezé Motta), que desperta o interesse do contratador de diamantes português João Fernandes (Walmor Chagas). Após conquistar sua alforria, ela passa a viver ao lado dele e ascende socialmente em uma sociedade profundamente marcada pelo racismo, pela escravidão e pelos privilégios da elite colonial.

Cacá Diegues adota uma abordagem carnavalesca, com um humor que dialoga diretamente com a pornochanchada. A crítica política surge por meio da ironia, da sátira e do exagero, expondo as contradições da sociedade colonial. Visualmente, Xica da Silva se destaca pela riqueza dos figurinos, pela direção de arte e pela fotografia, que valoriza tanto a exuberância das paisagens mineiras quanto o contraste entre o luxo da elite e a brutalidade do sistema escravista.

O grande destaque, porém, é a atuação de Zezé Motta. A atriz constrói uma Xica carismática, inteligente e contraditória, que usa seu charme, sua astúcia e sua coragem para conquistar espaço em um mundo dominado por homens brancos. Ainda assim, sua ascensão encontra limites impostos pelo preconceito racial: mesmo livre e rica, Xica continua sendo discriminada e impedida de entrar na igreja por ser uma mulher negra, evidenciando que o poder econômico não era suficiente para romper as barreiras do racismo.

Golpe de Misericórdia (Colorado Territory, 1949)

O lendário fora da lei Wes McQueen (Joel McCrea) foge da prisão decidido a realizar um último grande assalto a um trem antes de abandonar o crime e tentar construir uma vida honesta e tranquila. Escondido em uma cidade fantasma que serve de refúgio para a quadrilha, ele conhece Colorado (Virginia Mayo), uma mulher forte e marginalizada por seu passado, por quem acaba desenvolvendo sentimentos sinceros. À medida que o plano do assalto avança, velhos ressentimentos, ganância, traições dentro do próprio bando e a perseguição incansável da lei passam a cercar McQueen. Sua tentativa de encontrar redenção transforma-se, então, em uma corrida desesperada contra o destino, que culmina nos penhascos do Colorado.

Falei de como o remake brasileiro de Quarto do Pânico não consegue transpor a trama do filme original para uma nova realidade e aqui tem uma aula de Raoul Walsh mostrando como se faz. Colorado Territory é uma refilmagem de High Sierra (1941), também dirigido por Walsh, que substitui o noir original pela ambientação do western. O resultado evidencia a capacidade do diretor de revisitar a mesma história sob uma nova perspectiva, preservando sua força dramática sem ser repetitivo. Ao transportar a trama para o Velho Oeste, Walsh mantém o caráter trágico do original e utiliza as paisagens amplas e selvagens para reforçar a sensação de fatalismo, ao mesmo tempo em que enriquece a narrativa com os novos personagens com elementos próprios do faroeste.

Backrooms: Um Não-Lugar (Backrooms, 2026)

Backrooms, dirigido por Kane Parsons, adapta para o cinema a websérie criada pelo próprio diretor. Clark (Chiwetel Ejiofor), gerente de uma loja de móveis, descobre uma misteriosa passagem no porão do estabelecimento. O portal o leva a um labirinto de corredores amarelados, escritórios abandonados e uma arquitetura claustrofóbica que parece se expandir infinitamente. Quando Clark desaparece nesse universo, sua terapeuta (Renate Reinsve) entra no labirinto para encontrá-lo.

O filme funciona melhor quando explora os backrooms sem explicar demais, apostando apenas na sensação de desconforto provocada pela geografia impossível e o isolamento opressivo. Dessa forma, o é possível compartilhar da mesma desorientação vivida pelo protagonista. A primeira metade, conduzida por Ejiofor, é bastante eficiente, especialmente na perturbadora sequência em estilo found footage. O problema começa quando a personagem de Renate Reinsve assume o protagonismo. A partir daí, o roteiro passa a explicar demais o mistério por meio de um psicologismo pouco convincente, o que enfraquece a experiência. A reta final é salva pela aparição do “monstro”, que rende uma boa sequência de perseguição naquele ambiente.

Parsons demonstra grande talento na construção visual. Enquanto deixa as imagens falarem por si, o filme prende e inquieta. Mas, quando decide verbalizar e oferecer respostas, acaba perdendo parte da força que tornava esse universo interessante.

Fúria Sanguinária (White Heat, 1949))

Cody Jarrett (James Cagney) é um dos criminosos mais perigosos dos Estados Unidos. Violento, impulsivo e emocionalmente instável, lidera uma quadrilha especializada em assaltos a trens e carros-fortes. Sua personalidade, porém, é profundamente marcada pela relação obsessiva que mantém com a mãe (Margaret Wycherly). Para escapar da condenação por um grande assalto, Cody assume a culpa por um crime menor. Na cadeia, conhece Hank Fallon (Edmond O’Brien), um agente infiltrado que conquista sua confiança e consegue se infiltrar na quadrilha para descobrir os detalhes do próximo golpe. Quando uma tragédia pessoal abala Cody, ele mergulha em uma espiral de violência.

James Cagney entrega uma atuação memorável, transformando Cody Jarrett em um personagem imprevisível e explosivo, dominado por impulsos destrutivos. Atormentado por crises de dor, por uma mente à beira do colapso e por uma dependência doentia da mãe, Cody se torna um vilão complexo e marcante.

Com direção segura e ritmo intenso, Raoul Walsh acompanha de perto a deterioração psicológica do protagonista, conduzindo a narrativa até um clímax ambientado em uma refinaria em chamas perfeitamente coerente com a trajetória destrutiva de seu protagonista.

Maldição da Múmia (Lee Cronin’s The Mummy, 2026)

A filha de um jornalista desaparece durante uma viagem ao Egito. Anos depois, ela é encontrada dentro de um antigo sarcófago. O reencontro, porém, logo se transforma em um pesadelo. A jovem passa a apresentar comportamento perturbador e uma transformação física cada vez mais grotesca, deixando claro que trouxe algo mais com ela.

Depois de trabalhar com a franquia Evil Dead, Lee Cronin tenta reinventar a Múmia apostando em um caminho que conhece bem. Em vez de repetir obras anteriores com o monstro clássico, ele leva o conceito para o terreno do body horror e do terror doméstico de possessão. O resultado é a melhor releitura de O Exorcista + Evil Dead já feita.

Além de construir uma atmosfera sufocante e equilibrar bem o drama familiar com o horror, o filme entrega cenas de impacto sem economizar na violência. É grosso, sarcástico. A direção de arte e os efeitos práticos de maquiagem são impecáveis: fluidos corporais, pele ressecada e ossos estalando criam uma sensação constante de desconforto.

Natalie Grace impressiona no papel de Katie, entregando uma atuação intensa e fisicamente impressionante. Já May Calamawy se destaca como a investigadora egípcia Dalia, tornando as cenas de investigação ambientadas no Egito tão envolventes quanto a trama principal, sem prejudicar o ritmo do horror.

Mestres do Universo (Masters of the Universe, 2026)

Adam (Nicholas Galitzine), príncipe do planeta Eternia, é enviado ainda criança para a Terra para escapar da invasão liderada por Skeletor (Jared Leto). Anos depois, levando uma vida comum no nosso planeta, ele é encontrado por Teela (Camila Mendes) e descobre que precisa retornar ao seu mundo natal para libertá-lo da tirania do vilão.

Tenho dificuldade com adaptações de desenhos assumidamente bobos que tentam parecer menos bobas e acabam soando ainda mais bobas. A justificativa para os nomes excêntricos dos personagens — supostamente inventados por Adam quando criança — parece medo de assumir o lado infantil da coisa. O mesmo vale para esconder personagens ainda mais caricatos, como Gorpo, que só aparece no final, quando o filme finalmente deixa a vergonha de lado e pisca de um jeito safado para a nostalgia.

No lugar da aventura, sobra espaço para piadas sem graça e um drama forçado sobre vulnerabilidade e pertencimento. A tentativa de dar um conflito mais realista ao protagonista apenas torna a primeira metade cansativa, antes mesmo de a história chegar a Eternia. E, quando chega, a situação não melhora muito: a aventura continua em segundo plano, sufocada por uma sequência de longos discursos motivacionais.

Jared Leto abraça o lado exagerado e teatral de Skeletor, e até funciona, mas a decisão de aplicar efeitos pesados na voz do personagem acaba prejudicando sua presença. Ela devia ser mais esganiçada para combinar com a figura. Alison Brie, como Malígna, fica limitada ao papel de assistente do vilão, o que a bruxa nunca foi realmente na versão original, e tem pouco espaço para se destacar.

Nicholas Galitzine convence como Adam, mas não transmite a imponência esperada de He-Man, já que a transformação praticamente não altera a personalidade do protagonista. Quem realmente se destaca é a linda Camila Mendes como Teela. Ela não se resume ao interesse romântico ou à guia do herói: é a personagem mais determinada da história, com presença, autoridade e carisma. No fim das contas, este teria sido um filme muito melhor se fosse sobre Teela.

Dia D (Disclosure Day, 2026)

Margaret (Emily Blunt), uma meteorologista de televisão, e Daniel (Josh O’Connor), um analista de segurança, se veem envolvidos em uma conspiração na qual governos e grandes corporações mantêm em segredo há décadas: provas da existência de inteligência extraterrestre. Determinados a revelar a verdade para a humanidade, eles embarcam em uma corrida desesperada contra o tempo enquanto são perseguidos por grupos dispostos a preservar esse segredo a qualquer custo. A jornada da dupla rapidamente ganha proporções globais, transformando a revelação em um dilema moral capaz de abalar as estruturas sociais, religiosas e políticas da civilização.

Depois de anos sem dirigir um longa focado em ficção científica, Steven Spielberg está de volta para mostrar que a verdade continua lá fora. O diretor constrói uma mistura eficiente de thriller conspiratório, ficção científica e drama humano. A primeira metade funciona como um suspense investigativo, acompanhando personagens que tentam conectar pistas aparentemente desconexas. Aos poucos, a narrativa amplia sua escala até transformar um mistério particular em um acontecimento de alcance mundial, sem perder de vista as consequências emocionais que essa descoberta provoca.

Embora em alguns momentos, possa soar datado, Spielberg conduz a história com uma energia contagiante que torna difícil não embarcar na jornada. Os personagens fogem de estereótipos e recebem espaço para demonstrar suas fragilidades e convicções, enquanto aventura, suspense e humor encontram um equilíbrio natural. O desfecho também merece destaque: em vez de buscar respostas definitivas, Spielberg aposta na emoção e no simbolismo, encerrando a história de forma aberta e convidando o público a refletir sobre o impacto da verdade, mais do que sobre a necessidade de explicá-la por completo.

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