| Título: | Conan, O Bárbaro |
| Título Original: | Conan, The Barbarian |
| Direção: | Marcus Nispel |
| Roteiro: | Thomas Dean Donnelly, Joshua Oppenheimer, Sean Hood |
| Elenco: | Jason Momoa, Rachel Nichols, Rose McGovan, Ron Perlman |
| País: | EUA |
| Ano: | 2011 |
Nenhum vislumbre do cimério
Quando o novo Conan, o Bárbaro estreou nos cinemas, nem me arrisquei. O trailer com aquele rockezinho sem-vergonha me desanimou bonito, sem falar que tudo nele (cenário, ação, figurinos…) me remeteu ao seriado do Hércules. Deixei para conferir em casa.
Bom, não estava enganado. O troço é ruim mesmo. Dizem que é um filme de Conan. Podia ser até do Onan (quem viu TV Pirata lembra) ou do Hartan (O cimério chegou a ser chamado assim por aqui em uma época obscura). Em nenhum momento do filme você vai reconhecer o personagem criado por Robert E. Howard. O bárbaro interpretado por Jason Momoa poderia ter qualquer nome. Do cimério apreciador de belas mulheres e grandes batalhas, ele não tem absolutamente nada. Além de não fazer justiça ao Conan dos Quadrinhos e dos contos de Howard, é mesmo covardia comparar com a adaptação de 82.

O filme de John Milius não era uma adaptação totalmente fiel a história do personagem, mas era fiel a sua essência. Tinha a seriedade dos melhores filmes épicos com a trilha fabulosa de Basil Poledouris e diálogos que ficam na memória (“esmagar seus inimigos, vê-los caídos diante de seus olhos e ouvir os lamentos de suas mulheres”). O novo Conan é um fiapo de história entrecortada por péssimas cenas de ação e sangue (digital) gratuito (Marcus Nispel é diretor dos remakes de Massacre da Serra Elétrica e Sexta-feira 13).
O vilão de Stephen Lang é uma piada de tão caricatural. As belas mulheres são escassas (quem lê Conan sabe que esse é um item muito importante e não faltava no filme com o governador). A bela Rose Mcgowan chega a beira do ridículo parecendo a filha do Baraka de Mortal Kombat. Os efeitos especiais, que poderiam ser um diferencial, são péssimos e a trilha sonora é uma marchinha sem empolgação alguma.

Muita gente na época do lançamento defendeu que Momoa lembrava mais o personagem. Nem isso. Em nenhum momento vi um vislumbre do cimério em sua atuação. Schwarzenegger falava pouco mas já transmitia a fúria do personagem em gestos e olhares.
Conan merecia um filme a altura de um Senhor dos Anéis e não uma produçãozinha classe Z como essa. Aguardando pelo verdadeiro retorno triunfal do personagem as telas o que, com o fracasso dessa coisa, deve demorar.
Cotação:


Cinema, música, tokusatsu e assuntos aleatórios, não necessariamente nessa ordem



