crítica Motoqueiro Fantasma O Espirito de Vingança

Review – Motoqueiro Fantasma: O Espirito de Vingança (2012)

Título:Motoqueiro Fantasma: O Espirito de Vingança
Título Original:Ghost Rider: The Spirit of Vengeance
Direção:Brian Taylor, Mark Neveldine
Roteiro:Scott M. Gimple, Seth Hoffman, David S. Goyer
Elenco:Nicolas Cage, Idris Elba, Ciarán Hinds, Violante Placido, Christopher Lambert
País:EUA
Ano:2012

Ação sem enrolação

O primeiro filme do Motoqueiro Fantasma errava em optar por um clima leve; errava também nos vilões (que pareciam uma boy band emo liderada pelo Luan Santana das trevas) e pela tentativa frustrada de parecer um western. Motoqueiro Fantasma – O Espirito da Vingança é um pouco mais o que se espera de um filme com o motoqueiro. Clima sombrio (no nível que ainda garante uma classificação etária baixa, claro), visual mais sujo e uma trilha com inspiração roqueira. A caveira flamejante não está mais lustradinha como no longa-metragem de Mark Steven Johnson (do fraquíssimo Demolidor – O Homem Sem Medo)

Eu não tinha mesmo dúvidas que a dupla Mark Neveldine e Brian Taylor se sairia melhor. São mais talentosos que Johnson e seu estilo combuna mais com uma história de Motoqueiro. Finalmente o espirito da vingança pode ser visto em cenas de perseguições, quase inexistentes no filme anterior.

Neveldine e Taylor acertam em entregar um filme de ação enxuto e direto, que não perde tempo com clichês típicos de filmes de super-heróis. Não há, por exemplo, interesses românticos pouco inspirados ou cenas e personagens que não acrescentam nada e só serviriam para inchar o filme. Um sabor trash divertido ainda permeia levemente todo o longa.

No elenco, Nicolas Cage é um Johnny Blaze mais calejado. Com a direção verstiginosa de Neveldine e Taylor (quem já viu Adrenalina, também da dupla, sabe o que esperar), que não perde tempo tentando tornar o anti-herói em um personagem mais fofo, como no primeiro, Cage tem muito mais espaço para ser insano e cool. Idris Elba se destaca no papel do padre que gosta de tomar umas e, se Eva Mendes não está presente, tem Violante Placido embelezando a correria. Há ainda uma ponta bizarra de Christopher Lambert e Ciarán Hinds fazendo um capeta mais canastra que o de Peter Fonda.

Cotação:

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